O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, decretou nesta segunda-feira (10) situação de emergência depois do forte terremoto que atingiu o oeste do país e já soma 111 mortos, 87 feridos e dezenas de construções danificadas ou destruídas. O tremor, de magnitude 7,4, provocou cenas de pânico em várias cidades e interrompeu atividades em diferentes regiões.
Terremoto deixou rastro de destruição no oeste colombiano
Segundo os serviços geológicos da Colômbia e dos Estados Unidos, o abalo sísmico ocorreu às 7h34 no horário local, o que equivale a 9h34 em Brasília. O epicentro foi registrado em Quibdó, capital do departamento de Chocó, área marcada por dificuldades sociais e infraestrutura mais vulnerável.
Somente em Chocó, as autoridades locais informaram 12 mortes. Em meio ao trabalho de resgate, o líder comunitário Luis Gregorio Moreno resumiu o clima de apreensão na região:
“Todos ficamos consternados, entregues a Deus (…) o que mais há são desaparecidos”
Jornalistas da AFP relataram edifícios destruídos e moradores feridos sendo retirados de diferentes pontos do país ainda nas primeiras horas da manhã. Em cidades como Pereira e Manizales, os danos foram suficientes para paralisar o cotidiano e elevar o temor de novos tremores.
Governo amplia resposta e detalha prejuízos
Falando em Bogotá, onde coordena o atendimento à emergência, de la Espriella afirmou que o governo está concentrando recursos para salvar vidas e chegar às áreas mais afetadas. Em seu novo balanço, ele informou 61 edifícios destruídos, 18 unidades de saúde danificadas, 52 instituições de ensino afetadas, 18 vias comprometidas e seis aeroportos com problemas de infraestrutura e sem operação para voos comerciais.
Na cidade de Pereira, o prefeito Mauricio Salazar afirmou à Caracol Radio que há “muitas pessoas feridas”, além de vítimas presas sob escombros, e classificou a situação como crítica. Já em Manizales, uma das torres da catedral emblemática da cidade se desprendeu com o impacto do tremor.
O administrador Jaime Zuluaga também descreveu a cena local como grave. Segundo ele, muitos prédios apresentam danos estruturais ou nas fachadas, o trânsito entrou em colapso e parte da população preferiu não voltar para casa por medo de novos abalos.
Futebol paralisado e solidariedade internacional
Os efeitos do terremoto chegaram até o esporte. A entidade que administra o futebol colombiano adiou as partidas restantes da quarta rodada do campeonato nacional da primeira divisão. Competições sul-americanas também cancelaram jogos no país por causa da emergência.
No plano internacional, a repercussão foi imediata. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que o governo Donald Trump está pronto para apoiar o povo colombiano e a administração de de la Espriella. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também declarou solidariedade e afirmou que a Europa está ao lado da Colômbia.
Na América Latina, o presidente Lula disse que o Brasil permanece à disposição do país vizinho. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, ofereceu “todo o apoio que a Colômbia precisar”, enquanto os presidentes do Chile e do Equador também manifestaram solidariedade. Israel igualmente apresentou oferta de ajuda, num momento em que as relações diplomáticas com Bogotá voltaram a avançar após a posse do novo presidente.
O cenário, agora, é de busca por sobreviventes, avaliação estrutural e atendimento aos feridos. Com o número de mortos ainda em atualização, a principal preocupação das autoridades é alcançar áreas isoladas e evitar que a tragédia se amplie nas próximas horas.
Conclusão: O terremoto desta segunda-feira expôs a vulnerabilidade de várias regiões da Colômbia e levou o governo a uma resposta emergencial em larga escala. Enquanto o balanço de vítimas continua subindo, o país concentra esforços em resgate, assistência e reconstrução.
