A internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) é um conceito que se refere à conexão de objetos físicos com a internet, permitindo que eles se comuniquem, interajam e troquem dados entre si e com outros dispositivos, sistemas e pessoas. A internet das coisas abrange desde eletrodomésticos, carros, relógios e roupas até máquinas industriais, sensores ambientais e dispositivos médicos.

A internet das coisas tem o potencial de transformar diversos setores e áreas da sociedade, como a agricultura, a saúde, a educação, a energia, a segurança, o transporte, o entretenimento, etc. A internet das coisas pode trazer benefícios como a otimização de processos, a economia de recursos, a melhoria da qualidade, a personalização de serviços, a criação de novas oportunidades, a inovação de produtos, etc.

Neste artigo, vamos explicar o que é a internet das coisas, como ela funciona e por que ela é importante. Também vamos responder a algumas perguntas frequentes sobre o tema.

O que é a internet das coisas

o que é a internet das coisas, como ela funciona e por que ela é importante.
Imagem Ilustrativa – Internet das Coisas

A internet das coisas é a rede formada por objetos físicos que possuem capacidade de se conectar à internet e de se comunicar com outros dispositivos, sistemas e pessoas. Esses objetos podem ser chamados de coisas, dispositivos, sensores, atuadores, etc. Eles podem ter diferentes formas, tamanhos, funções e aplicações.

As coisas podem ser equipadas com componentes eletrônicos, como microprocessadores, memórias, baterias, antenas, etc. Eles também podem ter sensores, que permitem captar informações do ambiente, como temperatura, umidade, luminosidade, movimento, som, etc. Eles ainda podem ter atuadores, que permitem realizar ações no ambiente, como ligar, desligar, acender, apagar, abrir, fechar, etc.

As coisas podem se conectar à internet por meio de diferentes tecnologias, como Wi-Fi, Bluetooth, ZigBee, NFC, RFID, 4G, 5G, etc. Eles podem se comunicar com outros dispositivos, sistemas e pessoas por meio de diferentes protocolos, como HTTP, MQTT, CoAP, WebSocket, etc. Eles podem trocar dados entre si e com outros elementos da rede, como servidores, bancos de dados, plataformas, aplicativos, etc.

As coisas podem ser controladas, monitoradas e gerenciadas por meio de interfaces, como telas, teclados, mouses, smartphones, tablets, computadores, etc. Eles podem ser programados, configurados e atualizados por meio de softwares, como sistemas operacionais, firmwares, drivers, aplicativos, etc. Eles podem ser integrados, combinados e sincronizados por meio de serviços, como APIs, web services, cloud computing, edge computing, etc.

Como funciona a internet das coisas

A internet das coisas funciona por meio de um ciclo composto por quatro etapas principais: coleta, transmissão, processamento e ação. A seguir, vamos detalhar cada uma dessas etapas.

  • Coleta: é a etapa em que as coisas captam informações do ambiente por meio dos sensores. Essas informações podem ser de diferentes tipos, como numéricas, textuais, visuais, sonoras, etc. Essas informações podem ser armazenadas localmente nas coisas ou enviadas para outros elementos da rede.
  • Transmissão: é a etapa em que as coisas enviam as informações coletadas para outros elementos da rede por meio das tecnologias e dos protocolos de comunicação. Esses elementos podem ser outros dispositivos, sistemas ou pessoas. Esses elementos podem estar próximos ou distantes das coisas, dependendo da abrangência da rede.
  • Processamento: é a etapa em que as informações recebidas são analisadas, filtradas, agregadas, transformadas e interpretadas por outros elementos da rede por meio de técnicas de processamento de dados, como bancos de dados, algoritmos, inteligência artificial, etc. Essas técnicas podem gerar insights, conhecimentos, recomendações, previsões, etc. Esses resultados podem ser armazenados, visualizados ou enviados para outros elementos da rede.
  • Ação: é a etapa em que as coisas realizam ações no ambiente por meio dos atuadores, de acordo com os resultados do processamento. Essas ações podem ser de diferentes tipos, como ligar, desligar, acender, apagar, abrir, fechar, etc. Essas ações podem ser automáticas ou manuais, dependendo do grau de autonomia das coisas.

Por que a internet das coisas é importante

A internet das coisas é importante porque ela pode trazer diversos benefícios para diferentes setores e áreas da sociedade, como:

  • Agricultura: a internet das coisas pode ajudar a aumentar a produtividade, a qualidade e a sustentabilidade da agricultura, por meio de sensores que monitoram as condições do solo, do clima, das plantas e dos animais, e de atuadores que controlam a irrigação, a fertilização, a colheita e a alimentação. A internet das coisas também pode ajudar a reduzir os custos, os riscos e os impactos ambientais da agricultura, por meio de dados que permitem otimizar o uso de recursos, prevenir pragas e doenças, e rastrear a origem e a qualidade dos produtos.
  • Saúde: a internet das coisas pode ajudar a melhorar a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, por meio de dispositivos que monitoram os sinais vitais, os hábitos, as atividades e as condições de saúde dos pacientes, e de dispositivos que administram medicamentos, tratamentos e terapias. A internet das coisas também pode ajudar a facilitar o acesso, a eficiência e a segurança dos serviços de saúde, por meio de dados que permitem agendar consultas, realizar diagnósticos, prescrever receitas, e acompanhar o histórico e o prontuário dos pacientes.
  • Educação: a internet das coisas pode ajudar a ampliar, a diversificar e a personalizar as oportunidades de educação, por meio de dispositivos que permitem acessar conteúdos, cursos, plataformas e recursos educacionais, e de dispositivos que permitem interagir, colaborar e compartilhar experiências e conhecimentos com outros estudantes, professores e instituições. A internet das coisas também pode ajudar a avaliar, a orientar e a estimular o processo de aprendizagem, por meio de dados que permitem medir o desempenho, o progresso, o interesse e as dificuldades dos estudantes, e de dados que permitem fornecer feedbacks, recomendações e incentivos.
  • Energia: a internet das coisas pode ajudar a aumentar a eficiência, a confiabilidade e a sustentabilidade do consumo e da geração de energia, por meio de sensores que monitoram o nível, a qualidade e a demanda de energia, e de atuadores que controlam o fornecimento, a distribuição e o armazenamento de energia. A internet das coisas também pode ajudar a reduzir os custos, os desperdícios e os impactos ambientais da energia, por meio de dados que permitem otimizar o uso de recursos, prever falhas e interrupções, e integrar fontes renováveis e alternativas de energia.
  • Segurança: a internet das coisas pode ajudar a aumentar a segurança, a proteção e a prevenção de pessoas, propriedades e informações, por meio de dispositivos que permitem detectar, identificar, registrar e alertar sobre situações de risco, ameaça ou violação, e de dispositivos que permitem bloquear, inibir, neutralizar ou combater essas situações. A internet das coisas também pode ajudar a facilitar o controle, a fiscalização e a investigação de atividades, eventos e ocorrências, por meio de dados que permitem rastrear, localizar, monitorar e recuperar pessoas, objetos e dados envolvidos.
  • Transporte: a internet das coisas pode ajudar a melhorar a mobilidade, a segurança e a sustentabilidade do transporte, por meio de dispositivos que permitem controlar, monitorar e otimizar o tráfego, o estacionamento, o transporte público, o compartilhamento de veículos, etc. A internet das coisas também pode ajudar a reduzir os custos, os acidentes e os impactos ambientais do transporte, por meio de dados que permitem planejar rotas, evitar congestionamentos, economizar combustível, prevenir falhas e manutenções, e integrar modos e meios de transporte.
  • Entretenimento: a internet das coisas pode ajudar a aumentar a diversão, a interação e a imersão do entretenimento, por meio de dispositivos que permitem acessar, reproduzir e controlar conteúdos, jogos, plataformas e serviços de entretenimento, e de dispositivos que permitem criar, modificar e compartilhar conteúdos, jogos, plataformas e serviços de entretenimento. A internet das coisas também pode ajudar a personalizar, a adaptar e a enriquecer o entretenimento, por meio de dados que permitem conhecer as preferências, os gostos, os interesses e as necessidades dos usuários, e de dados que permitem fornecer recomendações, sugestões e feedbacks.

Perguntas frequentes sobre a internet das coisas:

Qual é a origem do termo internet das coisas?

O termo internet das coisas foi cunhado em 1999 pelo pesquisador britânico Kevin Ashton, que na época trabalhava no Auto-ID Center do MIT, um centro de pesquisa dedicado ao desenvolvimento de tecnologias de identificação automática, como o RFID. Ashton usou o termo em uma apresentação para a empresa Procter & Gamble, na qual defendia a ideia de que os objetos físicos poderiam se conectar à internet e gerar dados úteis para os negócios.

Quantas coisas estão conectadas à internet das coisas?

Não há um número exato e consensual de quantas coisas estão conectadas à internet das coisas, pois isso depende de como se define o que é uma coisa e o que é uma conexão. No entanto, algumas estimativas indicam que há bilhões de coisas conectadas à internet das coisas, e que esse número tende a crescer exponencialmente nos próximos anos, à medida que mais objetos, dispositivos e sistemas se tornem inteligentes e conectados.

Quais são os desafios e os riscos da internet das coisas?

A internet das coisas também apresenta alguns desafios e riscos, como:
Interoperabilidade: a capacidade de as coisas se comunicarem e interagirem entre si e com outros elementos da rede, de forma padronizada, compatível e integrada. A interoperabilidade depende da existência e da adoção de normas, padrões e protocolos comuns, que garantam a qualidade, a confiabilidade e a segurança da comunicação e da interação.
Privacidade: a capacidade de as pessoas controlarem e protegerem as suas informações pessoais, que são coletadas, transmitidas, processadas e armazenadas pelas coisas. A privacidade depende da existência e da aplicação de leis, regulamentos e políticas que garantam o respeito, a transparência e a consentimento sobre o uso e o compartilhamento das informações pessoais.
Segurança: a capacidade de as coisas resistirem e se recuperarem de ataques, invasões, sabotagens e fraudes, que visam comprometer, danificar ou roubar as coisas, os dados ou os serviços. A segurança depende da existência e da implementação de medidas, técnicas e ferramentas que garantam a autenticação, a criptografia, a detecção e a correção de vulnerabilidades e ameaças

Categorizado em:

Internet das Coisas, Tecnologia,

Última atualização: 17 de janeiro de 2024