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Tecnologia nas urnas eletrônicas em 2026: o que mudou e como o sistema funciona

tecnologia nas urnas eletrônicas em 2026: o que mudou e como o sistema funciona

As urnas eletrônicas brasileiras chegam às eleições de 2026 após três décadas de evolução tecnológica. O equipamento, usado pela primeira vez em parte do eleitorado nas eleições municipais de 1996, passou por mudanças de hardware, software, identificação biométrica e mecanismos de auditoria.

Em 2026, a tecnologia utilizada na votação envolve muito mais do que a própria urna. O processo inclui sistemas eleitorais, assinaturas digitais, geração de mídias, transmissão de arquivos, totalização dos resultados e diferentes mecanismos de fiscalização.

A biometria também ganhou espaço. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 141,3 milhões de eleitoras e eleitores estão com a biometria cadastrada para as eleições de 2026, equivalente a 89,01% do eleitorado apto.

Mas afinal, o que existe de tecnologia dentro das urnas eletrônicas em 2026 e como essas ferramentas ajudam a proteger a votação?

A urna eletrônica completa 30 anos

tecnologia nas urnas eletrônicas em 2026 imagem
Tecnologia nas urnas eletrônicas em 2026: o que mudou e como o sistema funciona 4

A história da urna eletrônica começou oficialmente nas eleições municipais de 1996. Naquele primeiro uso, aproximadamente 30% do eleitorado brasileiro utilizou o sistema eletrônico.

A adoção foi ampliada nos anos seguintes e, a partir das eleições municipais de 2000, todos os eleitores do país passaram a votar eletronicamente.

Desde então, os equipamentos foram atualizados diversas vezes.

A evolução envolveu processadores, sistemas de armazenamento, telas, baterias e mecanismos criptográficos, além de mudanças nos programas utilizados durante o processo eleitoral.

Por isso, a urna de 2026 não é simplesmente o mesmo equipamento criado nos anos 1990. Ela faz parte de um ecossistema tecnológico que foi sendo atualizado ao longo de três décadas.

Biometria passa a fazer parte de todas as seções

Uma das tecnologias mais conhecidas do eleitor brasileiro é a biometria.

Nas eleições de 2026, a identificação biométrica é adotada em todas as seções eleitorais do país. Quando o eleitor possui cadastro biométrico, sua impressão digital pode ser utilizada para confirmar sua identidade antes da liberação da votação.

A tecnologia começou a ser implantada progressivamente pela Justiça Eleitoral em 2008.

Além da identificação, a biometria também contribui para evitar duplicidades no cadastro eleitoral.

Isso não significa, porém, que a impressão digital seja utilizada para identificar em quem a pessoa votou. A identificação do eleitor e o registro do voto são etapas distintas do processo.

A urna não fica conectada à internet durante a votação

Um dos pontos tecnológicos mais importantes é a arquitetura do equipamento.

A urna eletrônica não funciona como um computador convencional conectado continuamente à internet para registrar votos.

O processo eleitoral utiliza diferentes sistemas e etapas para preparar os equipamentos, executar a votação, gerar os arquivos correspondentes e posteriormente transmitir os resultados.

Essa separação de etapas faz parte da arquitetura de segurança adotada pela Justiça Eleitoral.

O próprio TSE disponibiliza informações técnicas sobre arquivos de urna, boletins de urna, assinaturas digitais, totalização e outros componentes do processo eleitoral.

Assinaturas digitais ajudam a verificar os sistemas

Outra tecnologia importante utilizada nas eleições de 2026 é a assinatura digital.

Em 4 de setembro, o TSE realizou a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais que seriam utilizados no pleito.

Os programas receberam identificações únicas, chamadas de resumos digitais, que permitem verificar a autenticidade dos sistemas. Depois da assinatura, as mídias contendo os programas foram lacradas e armazenadas.

Na prática, a assinatura digital funciona como uma forma de verificar se determinado arquivo corresponde à versão que foi previamente validada.

O TSE informou que os códigos-fonte permaneceram disponíveis para inspeção das entidades fiscalizadoras durante o ciclo eleitoral e que os sistemas posteriormente assinados correspondem aos que passaram por esse processo de análise.

Testes de segurança acontecem antes das eleições

A tecnologia da urna também passa por testes específicos.

Um dos principais mecanismos é o Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais, realizado pelo TSE desde 2009.

Na edição realizada em 2025, pesquisadores e investigadores executaram 35 planos de teste para procurar vulnerabilidades nos sistemas que seriam utilizados nas eleições de 2026. Segundo o TSE, os resultados encontrados não comprometeram a integridade ou o sigilo do voto.

Depois dos testes, as melhorias implementadas foram novamente verificadas durante o Teste de Confirmação, realizado em maio de 2026.

Esse modelo cria uma etapa adicional de avaliação antes da utilização dos sistemas no dia da eleição.

A urna também passa por testes no dia da votação

urna eletrônica brasileira de 2026 em uma seção eleitoral
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A fiscalização não termina antes da eleição.

Em 2026, os testes de integridade das urnas contam também com acompanhamento do Tribunal de Contas da União (TCU).

O TCU informou que acompanhará os procedimentos realizados nos 26 estados e no Distrito Federal, incluindo modalidades com e sem biometria.

O teste começa com a emissão da chamada zerésima, documento que demonstra que não existem votos registrados naquela urna antes do início do procedimento.

Depois, são realizados os procedimentos previstos para verificar o funcionamento do equipamento em condições normais de uso.

Esse tipo de teste é diferente da votação normal, pois tem como finalidade permitir uma verificação pública do funcionamento do sistema.

Sistemas de transmissão e totalização também são protegidos

A tecnologia das eleições não termina quando o eleitor aperta a tecla “CONFIRMA”.

Existe uma cadeia de sistemas responsável por receber, transportar, processar e totalizar os arquivos produzidos pelas urnas.

Na véspera do primeiro turno de 2026, o TSE realizou uma verificação de integridade e autenticidade dos sistemas responsáveis pela transmissão, recebimento e totalização dos resultados.

Foram verificados, entre outros, os sistemas Transportador Web, Receptor de Arquivos de Urna (RecArquivos), Informação de Arquivos de Urna (InfoArquivos) e Sistema de Gerenciamento da Totalização (Sistot).

O procedimento confirmou que os programas instalados no tribunal correspondiam aos sistemas que haviam sido previamente inspecionados, assinados digitalmente e lacrados.

O boletim de urna permite conferir os resultados

Outro elemento importante da tecnologia eleitoral é o Boletim de Urna, documento produzido ao final da votação em cada seção.

O TSE também disponibiliza informações técnicas relacionadas aos arquivos de Boletim de Urna, Registro Digital do Voto, assinaturas digitais e QR Code.

Isso permite que os resultados registrados em cada seção façam parte de um processo que pode ser posteriormente conferido e auditado.

A existência de diferentes arquivos, registros e mecanismos de verificação é uma das características do sistema eletrônico brasileiro.

O que realmente mudou nas urnas em 2026?

A principal mudança não está necessariamente em uma única tecnologia revolucionária.

A evolução acontece pela combinação de várias camadas.

Em 2026, o sistema reúne:

  • identificação biométrica;
  • componentes de hardware atualizados;
  • mecanismos criptográficos;
  • assinatura digital dos sistemas;
  • lacração dos programas;
  • testes públicos de segurança;
  • testes de confirmação;
  • testes de integridade;
  • fiscalização por entidades habilitadas;
  • acompanhamento externo em procedimentos específicos;
  • geração de boletins e arquivos digitais;
  • mecanismos de verificação da transmissão e totalização.

É essa combinação que forma a infraestrutura tecnológica das eleições.

Por que a segurança não depende apenas da urna?

Quando se fala em segurança eleitoral, é comum imaginar apenas o equipamento utilizado pelo eleitor.

Na realidade, a urna é apenas uma parte do processo.

Existem procedimentos antes da votação, durante a votação e depois do encerramento da seção.

O TSE mantém uma página específica das Eleições 2026 com informações sobre segurança da urna, biometria, Teste Público da Urna, auditorias, boletins de urna, arquivos técnicos e totalização.

Essa estrutura permite que diferentes etapas sejam verificadas por entidades fiscalizadoras e acompanhadas por mecanismos de auditoria.

Uma tecnologia que mudou junto com as eleições brasileiras

Trinta anos depois da primeira experiência com votação eletrônica, a tecnologia das urnas brasileiras passou por uma transformação significativa.

O equipamento atual reúne características de hardware e software que não existiam na primeira geração, enquanto o processo eleitoral incorporou biometria, criptografia, assinaturas digitais e diferentes mecanismos de auditoria.

Nas eleições de 2026, portanto, falar em “tecnologia da urna eletrônica” significa falar de todo um sistema de votação e totalização, e não apenas da máquina diante da qual o eleitor digita os números de seus candidatos.

A evolução continua justamente pela combinação de atualização tecnológica, testes, fiscalização e mecanismos destinados a permitir a verificação das diferentes etapas do processo eleitoral.

Fontes oficiais

  • Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — informações sobre as Eleições 2026, segurança da urna, biometria, auditorias e totalização.
  • TSE — evolução tecnológica das urnas e dados de biometria em 2026.
  • TSE — assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais de 2026.
  • TSE — verificação da integridade dos sistemas na véspera do primeiro turno.
  • TSE — acompanhamento dos testes de integridade pelo TCU.
  • Agência Brasil — histórico dos 30 anos da urna eletrônica.

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