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A inteligência artificial (IA) é um dos tópicos mais debatidos na sociedade moderna. Desde suas origens, há mais de meio século, até os avanços recentes com ferramentas como o ChatGPT, o crescimento da IA tem sido exponencial. Neste post, vamos explorar a história da IA, seus principais marcos e as implicações do seu desenvolvimento. Vamos responder à pergunta: quem criou a inteligência artificial e como ela evoluiu ao longo do tempo?

A história da inteligência artificial começa em 1943, quando cientistas começaram a explorar a ideia de replicar a estrutura do cérebro humano através de redes neurais. Essa pesquisa inicial lançou as bases para o que viria a ser a IA moderna.
Em 1950, Alan Turing fez uma pergunta fundamental: “Máquinas podem pensar?” Turing também desenvolveu o famoso Teste de Turing, que ainda é utilizado hoje. O teste envolve um interrogador que conversa com duas entidades, uma humana e uma máquina. Se o interrogador não consegue distinguir entre as duas, a máquina é considerada inteligente.
Em 1956, na Conferência de Dartmouth, alguns dos fundadores da IA definiram o campo como a capacidade de uma máquina de realizar tarefas que requerem inteligência humana, como aprender, raciocinar e resolver problemas. Essa definição continua sendo um pilar da IA até hoje.
Após a definição de IA, diversos avanços começaram a surgir rapidamente. Em 1958, Frank Rosenblatt criou o Perceptron, o primeiro modelo de rede neural artificial, que, embora rudimentar, já mostrava promissoras direções futuras.
Em 1959, Arthur Samuel desenvolveu o aprendizado de máquina, ensinando um computador a jogar damas, e ele venceu o campeão estadual. Em 1965, surgiu o primeiro chatbot, chamado ELIZA, que atuava como um psicoterapeuta e fazia perguntas para explorar a mente dos usuários.
A IA passou por períodos de estagnação, conhecidos como “invernos da IA”. O primeiro grande inverno ocorreu em 1980 devido a limitações de processamento e falta de resultados práticos. Apesar disso, alguns avanços, como o reconhecimento de caracteres por meio de redes neurais, continuaram a ser desenvolvidos.
Em 1997, o Deep Blue da IBM derrotou Garry Kasparov, um marco significativo para a IA, embora o sistema não utilizasse redes neurais, mas sim algoritmos de busca avançada. Nos anos 2000, houve uma explosão no aprendizado de máquina e no poder computacional, permitindo o desenvolvimento de novas técnicas, como aprendizado supervisionado, não supervisionado e por reforço.

Em 2012, a vitória da AlexNet em uma competição de reconhecimento de imagem foi um divisor de águas. A rede neural convolucional da AlexNet superou as outras com uma margem de erro significativamente menor, demonstrando a eficácia das técnicas de aprendizado profundo.
Em 2016, o AlphaGo derrotou Lee Sedol no jogo de Go, um desafio monumental devido à complexidade do jogo. Isso provou que a IA poderia aprender e se adaptar a jogos com uma infinidade de possibilidades, algo que não era viável apenas com algoritmos de busca.
Em 2017, a pesquisa “Attention is All You Need” introduziu a arquitetura de Transformers, que revolucionou o processamento de linguagem natural. Essa tecnologia levou à criação do ChatGPT, que permitiu que a IA se tornasse acessível ao público em geral, democratizando o uso de ferramentas avançadas de IA.
Estamos agora na chamada “idade exponencial”, onde as mudanças ocorrem rapidamente. No entanto, junto com as oportunidades, surgem preocupações sobre os perigos da IA, como o desemprego em massa e a criação de armas autônomas. Os pessimistas alertam sobre os riscos de uma IA fora de controle, mas também há muitos que veem a IA como uma ferramenta para resolver problemas complexos, como doenças e energia renovável.
O futuro da IA é promissor, mas também incerto. Espera-se que 90% dos trabalhos cognitivos sejam automatizados nos próximos anos, deixando apenas 10% para funções que exigem criatividade e pensamento crítico. A IA não é apenas uma ameaça, mas também uma oportunidade para melhorar a vida humana e resolver problemas críticos.
A IA que conhecemos hoje é chamada de inteligência artificial estreita, que é projetada para realizar tarefas específicas. No entanto, a aspiração é desenvolver uma inteligência artificial geral, que possa executar uma ampla gama de atividades de maneira semelhante aos humanos. O próximo estágio seria a inteligência artificial superior, que superaria a inteligência humana em muitos aspectos.
Com todos esses avanços e desafios, a pergunta “quem criou a inteligência artificial?” é respondida não apenas por um indivíduo, mas por uma comunidade de cientistas e pensadores ao longo das décadas. A IA está moldando o futuro de maneira que antes parecia impossível, e seu desenvolvimento deve ser acompanhado de perto para garantir que os benefícios sejam maximizados e os riscos minimizados.
A inteligência artificial é uma parte essencial de nossa evolução tecnológica e, à medida que continuamos a explorar suas capacidades, devemos sempre considerar como podemos usá-la para o bem da humanidade.