Um novo software malicioso voltado para o sistema Windows, chamado x47.c, foi descoberto por especialistas em segurança digital da Qrator Research Labs. Anunciado por criminosos sob o nome de WraithTools, o código combina recursos tradicionais de roubo de informações com a utilização de inteligência artificial para otimizar sua permanência em computadores infectados.
De acordo com o levantamento técnico realizado pela Qrator, o x47.c foi identificado a partir de anúncios de vendedores, documentação técnica e mensagens trocadas em ambientes monitorados, refletindo o design e as funções prometidas pelos criadores, e não necessariamente uma onda de infecções em massa em computadores no momento.
Entre as funcionalidades listadas pelo agente de ameaças, o malware possui 18 métodos de ataque integrados. Entre eles, destacam-se ferramentas para extração de senhas salvas em navegadores, cookies, tokens do Discord, carteiras de criptomoedas e credenciais vinculadas a plataformas de inteligência artificial. O software também opera como um proxy SOCKS5, permitindo que invasores utilizem a conexão de internet da vítima para rotear tráfego malicioso.
Um dos pontos centrais da pesquisa aponta o uso da inteligência artificial Grok, desenvolvida pela xAI. O malware conta com um recurso para que a IA analise o estado do computador infectado e escolha, a partir de uma lista pré-definida, a melhor forma de garantir a persistência da praga no sistema após reinicializações. Especialistas ressaltam, contudo, que a IA não cria novos métodos de ataque do zero, mas seleciona opções já programadas, e que cortar o acesso ao Grok não remove a infecção por si só.
O x47.c também incorpora táticas voltadas a infraestruturas corporativas e de desenvolvimento, incluindo ataques de negação de carteira (“Denial of Wallet”). Caso os criminosos já possuam uma chave de API válida, o malware pode disparar requisições contínuas para esgotar créditos pré-pagos ou inflar faturas de serviços de IA.
Esta matéria foi produzida a partir de informações divulgadas originalmente por foxnews. O conteúdo foi reestruturado e redigido de forma independente pela nossa redação.
Informação divulgada originalmente por: foxnews
