Uma investidora de risco na Califórnia desenvolveu uma personagem totalmente gerada por inteligência artificial para participar da onda de vídeos do ‘RushTok’ no TikTok, acumulando mais de 120 mil visualizações em sua estreia.
A criadora do experimento, Olivia Moore, associada da firma de capital de risco Andreessen Horowitz, gastou cerca de 100 dólares em créditos tecnológicos para produzir uma semana inteira de publicações protagonizadas por Janie B. A persona digital foi construída combinando o ChatGPT e o modelo de vídeo MiniMax H3, responsáveis por definir desde a aparência física até a movimentação, a voz e os roteiros.
O primeiro conteúdo foi ao ar em 8 de agosto, retratando Janie em um dormitório na Universidade do Alabama enquanto detalhava suas roupas para o processo de recrutamento de fraternidades estudantis, conhecido como Bama Rush. A escolha do cenário e do tema ocorreu justamente pelo alto tráfego gerado anualmente pela tendência na plataforma de vídeos.
A reação do público variou conforme a faixa etária. Usuários mais jovens identificaram rapidamente os traços artificiais, enquanto o público mais velho tendeu a acreditar na veracidade da estudante e desejava boa sorte em sua jornada. Conforme a farsa foi descoberta e debatida em fóruns como o Reddit, a própria audiência passou a alertar outros seguidores nos comentários.
Apesar da revelação, parte dos espectadores continuou engajada com o material pelo entretenimento. A própria plataforma TikTok sinalizou inicialmente oito das 20 publicações de Janie como conteúdo sintético, número que subiu posteriormente para 16 avisos. A Associação Pan-helênica do Alabama optou por não se posicionar sobre o caso.
Esta matéria foi produzida a partir de informações divulgadas originalmente por foxnews. O conteúdo foi reestruturado e redigido de forma independente pela nossa redação.
Informação divulgada originalmente por: foxnews
